Guia completo

Guia Completo das 13 Regiões Anatômicas de Aplicação de Botox

Por Lívia Carolina Lima · Atualizado em setembro de 2026

Um dos aspectos que mais diferencia um prontuário clínico completo de uma simples anotação é o nível de detalhe no registro da aplicação de toxina botulínica. Não basta anotar "botox no rosto" — cada músculo tratado tem função, indicação e dosagem próprias, e documentar por região é o que garante rastreabilidade, reprodutibilidade do protocolo e segurança clínica.

Este guia detalha as 13 regiões anatômicas mais utilizadas em harmonização facial com toxina botulínica — as mesmas que o Lume disponibiliza pré-cadastradas no formulário clínico de botox, com cálculo automático de UI por sessão.

As 13 regiões, uma a uma

Frontal

O músculo frontal ocupa toda a testa e é responsável por levantar as sobrancelhas e criar as rugas horizontais visíveis ao franzir a testa ou demonstrar surpresa. É uma das regiões mais tratadas em harmonização facial, tanto para suavizar essas linhas quanto para ajustar sutilmente a posição da sobrancelha. Exige dosagem cuidadosa: o relaxamento excessivo pode causar queda da sobrancelha (efeito "capacete").

Prócero

Localizado entre as sobrancelhas, na raiz do nariz, o prócero é o músculo que puxa a pele para baixo ao franzir o rosto, contribuindo para as linhas horizontais na base do nariz. É tratado quase sempre em conjunto com o corrugador, já que os dois músculos atuam juntos na expressão de raiva ou concentração.

Corrugador

O corrugador do supercílio fica entre as sobrancelhas e é o principal responsável pelas rugas verticais glabelares — popularmente chamadas de "linhas de expressão" ou "onze". É uma das aplicações mais procuradas em toxina botulínica, por suavizar uma expressão frequentemente associada a raiva ou cansaço mesmo em repouso.

Orbicular Superior

Parte do músculo orbicular do olho localizada na pálpebra superior. O tratamento nessa região é pontual e superficial, usado principalmente para suavizar rugas finas próximas ao canto interno do olho, sempre com dosagem baixa pela proximidade com estruturas sensíveis.

Orbicular Inferior

Porção do orbicular do olho na pálpebra inferior, tratada para suavizar rugas finas abaixo do olho e, em alguns protocolos, para arredondar ligeiramente o formato do olho ao sorrir. É uma região de aplicação delicada, que exige avaliação cuidadosa da flacidez e do tônus muscular do paciente antes do procedimento.

Orbicular Lateral

É a porção do orbicular do olho na lateral, responsável pelos chamados "pés de galinha" — as rugas que se formam no canto externo do olho ao sorrir. É uma das aplicações de toxina botulínica mais comuns, com resultado que costuma agradar mesmo pacientes que buscam pela primeira vez um procedimento estético.

Nasalis

O nasalis contrai as asas do nariz e é ativado principalmente ao sorrir com intensidade, gerando as "bunny lines" — pequenas rugas horizontais nas laterais do nariz. Nem toda pessoa apresenta essa contração de forma visível, por isso a indicação depende de avaliação individual antes de qualquer aplicação.

Mentalis

Localizado no queixo, o mentalis é responsável pela projeção do lábio inferior e, quando hiperativo, cria o aspecto de "casca de laranja" na pele do queixo ao contrair, além de contribuir para uma expressão tensa em repouso. O tratamento suaviza essa textura e relaxa a tensão constante da região.

Platisma

O platisma é um músculo amplo que se estende do queixo até a base do pescoço. Quando hiperativo, forma faixas verticais visíveis no pescoço (bandas platismais) e contribui para a perda de definição do contorno mandibular. O tratamento com toxina botulínica nessa região, conhecido como "Nefertiti lift", suaviza as bandas e pode ajudar a definir a linha da mandíbula.

Masseter

O masseter é o principal músculo da mastigação, localizado na lateral da mandíbula. Quando hipertrofiado — por bruxismo ou apertamento crônico —, alarga visualmente o rosto na região do maxilar inferior. A toxina botulínica no masseter tem dupla função: uso terapêutico no tratamento de bruxismo e dor na ATM, e uso estético para afinar o contorno do rosto.

DAO (Depressor do Ângulo da Boca)

O DAO puxa os cantos da boca para baixo. Quando hiperativo, contribui para uma expressão de tristeza em repouso e acentua o sulco de marionete. O tratamento exige precisão para evitar assimetrias ou o relaxamento indesejado de músculos adjacentes responsáveis pelo sorriso.

DLI (Depressor do Lábio Inferior)

O depressor do lábio inferior puxa o lábio inferior para baixo e para fora, participando de expressões como desdém ou tristeza. O tratamento pontual nessa região é usado em protocolos de harmonização do sorriso, geralmente combinado com ajustes em regiões vizinhas como o DAO e o mentalis.

LLSAN (Levantador do Lábio Superior e Asa do Nariz)

O LLSAN é o músculo diretamente ligado ao sorriso gengival — a exposição excessiva da gengiva superior ao sorrir. A aplicação de toxina botulínica reduz temporariamente sua contração, diminuindo a exposição gengival. É uma das regiões que exige mais precisão de dosagem: o excesso de relaxamento pode comprometer a naturalidade do sorriso.

Como funciona o cálculo de dosagem por região

A dosagem de toxina botulínica é medida em Unidades Internacionais (UI), e cada região recebe uma quantidade determinada pelo protocolo do profissional, considerando o volume e a força do músculo, a intensidade desejada e as características individuais do paciente. Uma sessão completa costuma combinar diferentes regiões, cada uma com sua própria dosagem — e o total da sessão é a soma de todas elas.

Calcular esse total manualmente, região por região, é uma fonte comum de erro em registros feitos em papel ou planilha. No Lume, ao preencher a quantidade de UI para cada uma das 13 regiões pré-cadastradas, o total da sessão é somado automaticamente — eliminando esse tipo de erro de digitação ou soma.

Por que documentar por região importa

Registrar a região exata, junto com a dosagem, a marca e o lote do produto, forma o conjunto mínimo de rastreabilidade clínica exigido em boas práticas. Em caso de intercorrência, esse nível de detalhe permite identificar exatamente o que foi feito, quando e com qual produto — informação que pode ser decisiva tanto para a resposta clínica quanto para a defesa jurídica do profissional. Para entender melhor o conceito, veja também o glossário completo de estética e harmonização facial do Lume, com termos como diluição, lote e UI explicados em detalhe.

Perguntas frequentes

Todas as 13 regiões precisam ser tratadas na mesma sessão?

Não. As 13 regiões representam os pontos de aplicação mais comuns em harmonização facial com toxina botulínica, mas cada protocolo é individual. A maioria das sessões trata de duas a cinco regiões, escolhidas conforme a queixa e a avaliação facial do paciente.

A dosagem em UI é igual para todas as regiões?

Não. Cada região recebe uma quantidade de UI diferente, de acordo com o volume e a força do músculo tratado. Músculos maiores e mais fortes, como o masseter, costumam exigir dosagens mais altas do que músculos pequenos e delicados, como o orbicular superior.

Como registrar corretamente qual região foi tratada?

O registro deve incluir a região anatômica, a quantidade em UI aplicada, a marca e o lote do produto utilizado. No Lume, esse registro é feito no formulário clínico de botox, com as 13 regiões pré-cadastradas e cálculo automático do total de UI da sessão.

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